26/09/2023

Relato do Parto Domiciliar do Moisés: quem é você nessa história?

Se você nunca leu ou não conhece o relato bíblico sobre o parto de Moisés, sugiro que o leia (aqui Êxodo 1) antes de ler o texto a seguir. O texto abaixo foi compilado a partir de uma exposição do pastor Halim Suh nos dois primeiros capítulos do livro de Êxodo, realizada em setembro de 2015. A pregação completa dele está disponível em inglês aqui. Há alguns anos atrás (há sete anos, para ser mais exata) solicitei e obtive a autorização da The Gospel Coalition, onde este texto foi originalmente publicado em inglês, para traduzi-lo e divulgá-lo. Não o havia feito até hoje... bem, e hoje, mais do que nunca aqui no Brasil, precisamos clamar sobre isso! Boa leitura e que Deus te abençoe.

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O Infanticídio do Êxodo e o Aborto de hoje*

Halim Suh


Em Êxodo 1 e 2, frente à ameaça de um infanticídio e genocídio, Deus proveu uma forma de salvação e resgate através de um grupo de corajosas mulheres.


Ao olhar para a maneira como ele usou a mãe de Moisés, sua irmã Miriam, a filha do Faraó, e até mesmo para as parteiras hebreias para se oporem e livrarem de um infanticídio, nós, enquanto cristãos, podemos ser instruídos a como opor-nos e enfrentarmos os abortos que acontecem hoje em dia.


Particularmente, penso que há um chamado especial às mulheres nesta batalha, o qual a igreja precisa enxergar e abraçar.


A MÃE DE MOISÉS


Da mera conveniência ao verdadeiro sentimento de que não há outra opção, uma mulher ponderando abortar tem em mente um amplo espectro de fatores. A mãe de Moisés é o exemplo de uma mulher que experienciou não simplesmente um inconveniente, mas uma ameaça à sua própria vida se ela mantivesse o bebê.


Quando ela pariu Moisés e viu que ele era uma boa criança, contudo, ela não o matou. Ela o escondeu por três meses.


Essa imagem - de uma mãe escondendo seu bebê - é linda. Ela o estava escondendo, é claro, para o proteger.


Quando as crianças estão em sua infância, elas precisam de maior proteção e cuidado; então nós as mantemos perto de nós. Mas e quanto a uma criança antes do seu nascimento? Na sabedoria infinita de Deus, ele achou adequado colocar o bebê dentro da mãe - não apenas perto dela - durante seu estágio mais vulnerável e dependente.


Ainda assim, atualmente, para um bebê o mesmo lugar que Deus designou como o mais seguro em todo o mundo, se tornou o mais perigoso.


Se você está grávida, e pensando em abortar, Deus está te chamando para ter a coragem da mãe de Moisés. Mesmo correndo o risco de inconveniência e possível morte, ela viu que seu bebê era lindo e que valia a pena escondê-lo.


A IRMÃ DE MOISÉS


A irmã de Moisés, Miriam, entra na história em Êxodo 2:4-10. Apesar de ela não ser a mãe e de não estar na posição de ter que decidir o destino de Moisés, ela esteve relacionalmente próxima da pessoa em crise. Miriam é vigilante, criativa e inventiva. Ela também é disponível e fiel, e serve como uma advogada.


Miriam representa o papel que a maioria de nós irá desempenhar. A maioria de nós talvez nunca tenha que contemplar um aborto, mas todos nós precisamos buscar um vínculo com mulheres que possam estar encarando essa difícil decisão. Desempenhar a parte de Miriam neste mundo  significa que precisa haver proximidade - proximidade com a mulher em crise. E sim, isso significa que talvez tenhamos que dar um passo para fora de nossa comunidade de pessoas que se parecem como nós, falam como nós e agem como nós.


A FILHA DO FARAÓ


Uma outra grande figura nessa narrativa é a filha do Faraó. Do núcleo da família real genocida vem essa preciosa pessoa, uma princesa compassiva. Ela possui um coração maternal, e olhos facilmente levados às lágrimas.


O que podemos aprender com ela? Quem a filha do Faraó representa? Ela representa alguém em uma posição de poder, alguém com influência, alguém com o poder de proteger a vida.


Estudante universitário, este talvez seja você um dia se escolher trilhar uma carreira na qual terá a oportunidade de influenciar as leis. Nós todos carregamos essa responsabilidade em maior ou menor grau em relação a como nós votamos. Além disso, a filha do Faraó poderia representar indivíduos que têm recursos para ajudar a fundar centros de gestações em crise.


A filha do Faraó é também representativa das famílias adotantes. É vital ver como Deus está tecendo a história. Até mesmo se as circunstâncias forem tão ruins para que você tenha que dar o seu bebê, você faz algo verdadeiramente incrível quando escolhe a vida - não apenas para o seu bebê, mas para famílias adotivas também.


De uma forma ou de outra, Deus está chamando alguns de vocês para atuarem como a filha do Faraó.


SIFRÁ E PUÁ


Finalmente, há Sifrá e Puá, as parteiras que temeram mais a Deus do que ao Faraó e se recusaram, assumindo um risco pessoal, a massacrar bebês. Seus nomes soam estranhos para nós, mas Sifrá significa “aquela que é linda” e Puá, “aquela que é esplêndida”. E, aos olhos de Deus, essas duas mulheres foram realmente lindas e esplendidas, uma vez que suas ações foram exatamente dessas maneiras.


Deus usou Sifrá e Puá para resgatar bebês. Elas foram as primeiras heroínas pró-vida das Escrituras. E nós precisamos aprender delas e imitá-las também. Como John Piper disse, nós precisamos estar envolvidos no movimento pró-vida “redentivamente e não acusatoriamente”. Afinal, nosso Salvador, o próprio, nos chamou para uma vida de serviço: “Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10:45).


E foi exatamente isso o que essas mulheres desconhecidas fizeram. Elas serviram. Por meio da humildade e do sofrimento - não da arrogância e da agressividade - elas arriscaram suas próprias vidas. E ao fazê-lo, elas nos apontam para aquele que não apenas arriscou sua vida, mas que entregou-a. E o Senhor Jesus Cristo não fez isso para resgatar “inocentes”; ele fez isso para resgatar grandes pecadores como você e eu.


E QUANTO A VOCÊ?


O Senhor está te chamando para ser corajosa como a mãe de Moisés e escolher a vida? Ou para ser uma fiel advogada como Miriam? Ou aquela que influencia - ou que adota - como a filha do Faraó? Ou uma heroína como Sifrá e Puá, que fizeram linda e esplêndida ação ao temerem Deus mais do que a Faraó e arriscaram suas próprias vidas para resgatar outras?


Nós sempre olhamos para as terríveis injustiças do passado - tais como o Holocausto, a escravidão, ou a segregação racial - e assumimos que teríamos escondido Judeus em nossa casa, teríamos dirigido ferrovias subterrâneas, ou marchado em Selma.


Bem, trabalhar para acabar com o aborto é nossa chance de fazer isso. Com a ajuda de Deus, nós podemos encerrar uma das maiores injustiças que o mundo já conheceu.


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*Texto originalmente publicado em: https://www.thegospelcoalition.org/article/the-infanticide-of-exodus-and-abortion-of-today/Traduzido e divulgado por: Laura A. Kümmel Frydrych (com permissão de The Gospel Coalition).


18/11/2017

Minha terra tem angelins-pedra onde cantam as araras

Minha família chegou em Manaus em Dezembro de 2014. Virou o ano lá. Foi recebida por gente mui querida e amiga. Naquela época, minha mana era uma bebê que usava fraldas, mamava no peito, e teve o berço promovido à mini cama junto com toda aquela grande mudança. Eu ainda nem existia aqui, mas Deus já tinha planos pra mim.

Foram alguns meses de adaptação, de conhecer os gostos, os cheiros, os temperos (de aceitar, mesmo a contragosto, o gosto do coentro no lugar do da salsinha!), os endereços, os roteiros, os horários e cenários. E que cenários: “incomparáveis” define.

Viajamos de barco. Passeamos de barco: 1, 2, 3 vezes! Na primeira eu era apenas um desejo, na segunda um embrião, recém promovido à feto, e na terceira, um bebezão!




Visitamos lugares únicos, e de cada visita, um monte de histórias poderia contar!



 






Nos tornamos membros de uma igreja local, bíblica e muito abençoadora. Fizemos amigos irmãos, servimos ao Senhor com alegria na força que Ele mesmo supriu.




Me gestando, mamãe fez um concurso público para o magistério superior. Com enjoos da gravidez fez as provas do processo seletivo. Não acreditando no melhor resultado do processo todo, quase no fim do primeiro ano residindo em Manaus, e ainda me gestando, tomou posse no novo cargo. Com o coração cheio de gratidão a Deus e impressionada com a fidelidade dEle, e com Seus planos maravilhosos - para além do que pedimos ou pensamos-, começou a trabalhar no emprego dos seus sonhos (que no seu próprio coração estava guardado lá no cantinho das possibilidades factíveis a longo, quiçá longuíssimo prazo, ou talvez nem mesmo realizáveis aos seus próprios olhos, mas que lá estavam, sonho guardado em paz. Deus é bom!).

Eu nasci uma manauara bem alemoa, minha família aumentou, mamãe usufruiu da bendita – mas que bem que poderia durar até os primeiros anos de vida de um bebê, feito eu – licença maternidade, retornou ao trabalho, trabalhou por quase dois meses, completou um ano de Universidade, e entrou de férias – das quais, quando findadas, por causa de nova mudança, já estávamos vivendo em novas terras, cheiros, gostos, sabores, sotaques, amigos, igreja, família.

O título deste post é uma paráfrase ao célebre verso da Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, na qual, na última estrofe o eu-lírico declara

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que eu desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.


Eu ainda sou uma criancinha, mas que nessas idas e vindas da minha família peregrinando por esse mundo, se Deus quiser, tenha no Seu Caminho uma trilha novamente pela minha terra natal, ao pé dos Angelins Pedra, onde sobrevoam as araras (e os helicópteros do BAvEx) - Manaus!


25/09/2017

Manaus News ou, melhor, antigas notícias de uma recém chegada a Manaus

LEIAM BEM: O texto abaixo é a cópia de um email que enviei para alguns amigos no dia 31 de janeiro de 2015. Vejam bem: a data está caduca, ou seja, esse é um relato passado de um passado passado. Quase três anos depois, relendo ele, achei que valia a pena publicá-lo aqui, por algumas razões. Primeiro, porque estamos às vésperas de uma nova mudança (vai ser a 4ª em 7 anos); segundo, porque mudanças são sempre grandes (que dão frio na barriga pelo destino desconhecido, o que pode deixar muita gente aflita e ansiosa, e também dá uma trabalheira o desmonta-a-casa-fica-um-tempo-sem-casa-remonta-a-casa, e tem gente que fica estressada com toda essa função, mas no fim - mais cedo ou mais tarde - tudo se ajeita e a gente toma jeito com o jeito da nova e diferente gente que vive em volta da gente/ou a gente no meio dela), e aí é legal perceber com esse registro aqui que, particularmente, já me acostumei com essas andanças (uma vez que não consigo mais me imaginar morando num lugar só definitivamente pra sempre, não); e terceiro porque retornar para Manaus é uma das possibilidades (da qual só Deus tem os detalhes temporais, de quando e dos porquês), e ver o quanto o meu ponto de vista sobre a cidade se ampliou, e o quanto eu ganhei (gente, tenho uma filha manauara!!! 💗), após dois anos morando lá, é um exercício interessante. Bem, essa última parte vocês não tem muito como mensurar, afinal, é o meu ponto de vista. Seja como for, espero que curtam o relato!

Manaus, 31 de Janeiro de 2015

Olá queridos!

Esse email tem o intuito de manter contato com vocês, de eu ter um registro e, também, de compartilhar um pouco do que temos vivido aqui em Manaus. Pretendo escrever uma vez por mês, então serão, a princípio, 24 Manaus News. É o tempo que, se o Senhor não voltar, passaremos aqui. Quem quiser acompanhar é só dar um feedback pra mim, ok?! Quem quiser ser excluído da lista de narrativas tão longas quanto a distância POA-MAO (Manaus), também é só me dar um toc!

Bom, há algumas horas de terminar o último dia do nosso primeiro mês aqui em Manaus, recebi uma mensagem de whatsapp muito de Deus de uma amigona minha de Taubaté, que em resumo dizia o seguinte: "Enfim, amiga, vc estando como eu ou não, quero te dizer que não está só...o melhor amigo q alguém pode ter está contigo...Espírito Santo!". Ela escreveu mais outras coisas, versículos e também tinha um áudio, mas enfim, essa frase com esse entendimento tão evidente pra nós, no momento em que li, gerou (mais) vida em mim! Eu sei que não estou só, mas confirmei e pude sentir a Presença dEle!

A CHEGADA

Ressalto esse aspecto porque no início aqui eu me senti bem desconfortável e sozinha. Nossa mudança atrasou 2 semanas a mais do que o previsto para chegar, e aí ficamos hospedados na casa de um colega do Fe. Eles iam trabalhar e eu ficava sozinha com a Beca. Foi ótimo não precisarmos ficar em um hotel - na casa estávamos à vontade e bem entretidas! - mas não estar na própria casa, no meu cantinho "germânico", com as nossas coisas, foi difícil mas divinamente pedagógico também ôh glória! Aprendi a estar contente com essa situação também. E quando a mudança chegou foi muuuito legal!!! Ficamos com o apto atulhado de caixas, mas estávamos bem felizes.

O vôo foi longo, de madrugada, a Beca dormiu como deu durante as 4h de voo Guarulhos-Manaus no meu colo, eu dormia e acordava, dormia e acordava, toda torta e quadrada, com 10kg capotados em cima de mim. Daí na saída do aeroporto um abraço caloroso do "bafo" (clima) da selva amazônica nos deu as boas vindas!!! Seguimos com o colega pra casa dele. Era dia 30/12/14. Passamos a virada do ano lá na casa dele também com outros colegas do quartel. Foi legal já na chegada conhecer as famílias do 4º BAvEx. Reencontrei algumas meninas que tinham morado em Tté, agora com filhos, legal! E no final de semana o colega nos levou à praia.



PRAIA

A que fomos fica há uns 50 min do centro de Manaus, mas já é considerado interior! Atravessamos A PONTE, obra inaugurada recentemente e a maior estaiada em águas fluviais do Brasil, a qual cruza o Rio Negro mas liga nada à lugar nenhum haha. Se vcs derem uma olhada no google (AM-070 é a estrada) vão ver isso...tanto que ela termina no meio do mato (numa cidade chamada Novo Airão). Pra chegar em Manaus só por água ou céu. Por terra no way! Então, nessa estrada após a ponte, tem algumas praias (de água doce, evidentemente). Em Manaus mesmo tem a praia da Ponta Negra, que é como se fosse o Gasômetro daqui (com a diferença de que é banhável, rá). Mas o colega quis nos levar de cara numa das melhores (se não a melhor, na opinião dele): Açutuba. Tinha quiosque, guarda-sol, mesas e cadeiras na beira, e árvores tmb. Armamos nosso acampamento na sombra de uma delas (não sei o nome). Geral leva rede e pendura nas árvores, bem diferente, prático curti haha! Tinha banana boat à 5 reais, mas eu fiz mesmo foi standup paddle no Rio Negro hoho! O bizarro do passeio foi ver lá pelas tantas, uma mulher brancona, mais branca que eu, tipo a mulher tava branca feito papel mesmo, e a minha amiga me disse que é bem comum ver isso nas praias daqui: a mulherada fazendo banho de lua (siiim, pasmem: creme com água oxigenada pra clarear os pêlos do corpo!!!). Cara, muuuito bizarro, coisa que quem não é daqui não faz nem na frente do espelho hahaha, as mulher daqui fazem como se fosse a coisa mais natural do mundo (na piscina aqui do prédio hj de manhã uma vizinha se bezuntou toda tmb afff...não é só na praia!). Fora a cena da alva, o passeio foi tri!



NOSSO AP

Foram 73 volumes para serem abertos e acomodados nos seus devidos lugares. O ap é uma belezinha, moramos no 12º andar tem vista pra um matinho, pro bairro e enxergamos tmb a arena da Amazônia. Ar condicionado é obrigatório aqui, então já instalamos os nossos tão logo chegamos. Passamos uns 2 dias abrindo as caixas e a Rebeca sempre junto. O que o estilete era pra nós, uma chave de fenda era pra ela: ficava furando e "abrindo" as caixas e plásticos bolha com a gente, ajudando a levar as coisas pra lá e pra cá, achava alguma coisa e ficava distraída mexendo, não imaginei que ela fosse ficar tão de boa: a fofilda definitivamente é uma boa companheiraaaa, ninguém pode negar!



O condomínio é bem bom, assim como o bairro tmb o é. Mas é longe do quartel. Tem de tudo aqui. Aos poucos vamos descobrindo os bizús: mercados, lojinhas, farmácias, bancos, shoppings, etc. Não precisamos teoricamente ir ao centro pra achar as coisas (como era em Taubaté). Enfim, já estamos super bem acomodados, com todas as nossas coisas, esperando as visitaaaasssssss!!! :)

MEU ANIVER - 14/01

Além das mensagens que recebi de vocês, as gurias esposas dos colegas do Fe organizaram uma festa surpresa pra mim! Não desconfiei e nem esperava!!! Fiquei muito feliz com o carinho delas, eu mal cheguei e já fui recebida assim, com festa :) O pessoal se encontra bastante, vira e mexe tem churrasco na casa de um, janta na casa do outro, almoço e tal...vida de militar é assim, ninguém tem família aqui, e os colegas acabam se tornando família. A diferença dos crentes milicos é que esses ganham + 2 famílias!


CONGREGAÇÃO

Visitamos em cada domingo uma congregação diferente. E esperamos a confirmação de Deus. Isso é bem interessante: Deus dá paz quando a gente entra no lugar e sente uma certeza difícil de descrever quando é o lugar que é pra gente ficar. Quando o Fe disse: "Laura, é aqui que a gente vai congregar, gostei do culto", eu só disse amém, porque tmb já havia obtido a certeza no meu coração! Graça e cuidado de Deus pra nós! Igreja Batista União. Vou falar mais dela no próximo news, porque só fomos em um culto por enquanto, mas já decidimos que vamos no retiro de carnaval deles. Para o retiro, cada um leva a sua rede para dormir tmb, ou barraca. Ou dorme em casa, que é o que a gente vai fazer, a princípio (mas eu curti essa ideia da rede haha #lauríndia).

TEATRO

Fomos conhecer o Teatro Amazonas. Assistimos à uma peça de teatro/musical infantil chamado "Mania de Explicação", com a Luana Piovani. Peça à parte [super lúdica, colorida, engraçadinha, cenário muito bonito], o Teatro é muuuito lindo. A arquitetura e tudo o mais muito lindo pros olhos! O musical infantil foi nossa oportunidade de conhecermos o Teatro junto com a Rebeca. Mas fiquei sabendo que em maio tem um festival de ópera aqui...quem quiser vir pra ficar com a Beca pra eu ir com o Fe hahaha, tem comida de graça! Há, tmb fui no cinematerna com a Rebeca. O filme era um brasileiro bem idiota, mas a sala do cinema vip é show!


OUTROS

*Experimentamos carne de tartaruga. Bom!
*O trânsito daqui é meio bem sem lei...mais de 2 em 1 moto eu já vi (mãe com bebê na garupa!!! Gzúis!!!), e galera sem capacete é a coisa mais normal! Não se dá seta pra nada, nem preferencial, tem que meter o carro mesmo... O ano letivo começa segunda agora, daí dizem que o trânsito fica punk. Oremos!
*Palavras que já sei o significado: TRACAJÁ, TAPEREBÁ, PUPUNHA, CUPUAÇÚ, PIRARUCU, TAMBAQUI, CANHO, BARÉ, dentre outras.
*1 mês e não vi nenhum bicho, fora formiguinhas e alguns insetos. Pra quem pensa que na selva só tem bicho...
*O povo fala "TU" aqui...daí agora tenho que reformular minhas frases do já pseudo-incorporado "VOCÊ" do meu vocabulário taubateano ao "TU" manauara. A Rebeca ainda não fala mas vai seRR um mixxto só, barbaridade!!!
*Aqui não tem horário de verão, então são 2h a menos que o Brasil, haha! E nós temos um telefone fixo, se alguém quiser bater papo com a Rebeca: (92) 3345-5395.

Bom, como eu disse, esse email é pra eu registrar o que temos vivido aqui. Então me dou o direito de escrever o quanto eu quero hehe. Não precisam responder na mesma medida blz!
Amo cada um e me despeço com a certeza da realidade do texto de Filipenses 4 na nossa vida e na de vocês! Como me disse uma outra amigona de Taubaté tmb (ôooh terra abençoada!!!): "onde quer que vcs estejam estaremos juntos... pois estamos ligados à mesma Videira". Com certeza não estamos sós!!! Orem por nós, pelo desenvolver do nosso congregar, pelo trabalho do Felipe, pelo crescimento da Bequilda Fofilda Sapequilda Tudodebomzilda, e por mais desfrutar de comunhão com Deus da minha parte. AMÉM!!!

Beijos,

Laura.

24/06/2016

Relato do parto domiciliar da Anastácia Kümmel Frydrych

"Filhinho, eu vou contar uma historinha, pra você saber como é que você veio a nascer!"

Esse é o primeiro verso da canção "Sementinha" (autoria e composição, Atilano Muradas (1997), letra completa aqui), e o escolhi para abrir este texto porque também vou contar uma historinha, a historinha de como foi que a Anastácia nasceu!

Manaus, segunda-feira, 28 de Março de 2016.

- Tchau, amor! Bom trabalho! Mas será que hoje tu vai ficar até o fim do expediente?
- Haha! Vou sim, amor, teu nariz nem tá inchado ainda! Tchau, e qualquer coisa me avisa!

E assim nos despedimos na manhã do dia em que nos tornamos pais de duas. Minha suspeita surgiu porque a contração que senti, assim que levantei quando acordei, às 39 semanas e 3 dias de gestação, tinha sido diferenciada do que eu vinha sentindo até então (nada!). Mas a suspeita foi momentaneamente afastada por falta de evidências físicas externas mais contundentes (além da barriga) como por exemplo, o nariz inchado haha!

O breve diálogo ao vivo encerrou-se com um beijo de até mais e, enquanto eu tomava meu café da manhã, iniciei o virtual com a equipe que contratamos para nos dar assistência na gestação (paralelamente ao pré-natal "padrão" efetuado com a GO pelo plano) e no parto domiciliar muito bem planejado, e assessorado pela enfermeiras obstetras Isabela e Nívia, e pela técnica em enfermagem, Jéssica. A conversa foi essa:

[6:57 AM] Laura: Bom dia, meninas!! Tudo tranquilo por aqui. Contrações de treinamento de vez em quando, que parecem estar mais perceptíveis (ou talvez eu que preste mais atenção). Bela, vou pra Ufam agora de manhã pra uma reunião. Não sei que horas terminará lá mas a tarde/noite estarei em casa. Vc vai dar uma passada aqui hj né? Que horas fica melhor pra vc? Bom diaaaa para todas!!! Será que Anastácia alcançará as 40 semanas?!
[7:08 AM] Isabela: Bom dia Laura, estava escrevendo para você acredita. Eu ia perguntar se poderia ir às 11:30, quando sair de outra cliente. Mas aí fazemos assim: Quando você chegar você me avisa que te falo, mas aí será por volta das 17, se não for pela manhã
[7:14 AM] Isabela: Anastácia já me fez perder a aposta do bolão kkkk
[7:14 AM] Laura: Kkkk Acho que 11h30 já estarei de volta sim!  Te aviso então!!
[7:15 AM] Isabela: Ótimo! Beijocas é ótimo dia
Nossa primogênita Rebeca nasceu com 40 semanas e 3 dias de gestação. Eu achava que a Anastácia nasceria antes disso. Já o Felipe tinha certeza de que ela demoraria como a irmã (tanta certeza que foi viajar a trabalho e passou a 37ª e 38ª semanas dessa gestação distante de nós a mais de 3 horas de vôo, e 12h de ônibus, certo de que ela não nasceria enquanto ele estivesse fora). Independentemente das apostas e palpites, fato é que aquele dia estava começando animado e eu não queria ficar quieta, aí continuei no whatsapp com as gurias:
[7:15 AM] Laura: Contração de treinamento que irradia pras costas tá querendo ser outra coisa né?!! 
[7:15 AM] Isabela: Essa Laura olha
[7:15 AM] Laura Frydrych: Tô de olho...
[7:16 AM] Jéssica: Boom dia
[7:16 AM] Isabela: Tu não vem com: me surpreenda não kkk Estão ritmadas?
[ 7:17 AM] Laura: Ainda não percebi ritmo porque acordei faz meia hora. Mas desde que acordei foram 3 que deu pra sentir atrás também...
[7:18 AM] Jéssica: Laura sonhei com seu parto acordei assusta agora a pouco meu marido ta rindo da minha cara kkk.....
[7:19 AM] Isabela: Qualquer modificação avisa
[7:22 AM] Laura: Jéssica, até o fim desse dia a gente confirma se foi um sonho profético kkkk!  Bom dia, qql alteração eu aviso vcs! 
[7:22 AM] Isabela: Hahhahaha! Acho que agora vai
[7:23 AM] Jéssica Celeste: Rsrsrsrs bom  dia meninas

Continuei tomando meu café, orando e planejando o que iria fazer naquele dia: levar a Beca pra creche, ir pra reunião do departamento na Universidade, voltar e almoçar com a mãe (que tinha chegado de Porto Alegre na sexta-feira santa, esperando ver a filha ainda grávida e apoiar no parto e pós-parto da segunda netinha que ela veria, com seus próprios olhos, nascer), deixar umas peças na costureira e arrumar as gavetas de roupinhas da Anastácia (nas quais a Rebeca havia mexido procurando roupas para vestir em sua boneca). A mãe e a Rebeca ainda dormiam e eu continuava me sentindo estranha, com algo me dizendo pra ficar em casa. Pouco mais de 1h depois de ter falado com a equipe, ainda em tempo, avisei à chefe que não iria para a reunião:

[8:32 AM] Laura : Bom dia, Prof. Não irei à reunião hoje pois acordei sentindo algumas contrações doloridas . Estou com receio de dirigir sozinha até à Ufam, e acho que a Anastácia está querendo nascer! Se eu estiver em trabalho de parto mesmo até o final do dia mando notícias!

Justificado meu não comparecimento ao trabalho naquele dia, chamei minha mãe pra ir comigo levar a Rebeca para a escola. Eu sentia que precisava caminhar, aí uni o útil ao agradável. Antes de sair, comuniquei o Felipe da minha mudança de planos:

[8:37 AM] Laura: Meu querido! Fica esperto q acho q antes do final do expediente tu volta pra casa hein?!  Contrações "leves" ainda não ritmadas mas doloridas, irradiando pras costas. Não vou pro campus hj e vou com a mãe andar levar a Beca pra escola e ir na costureira. A Bela vem 11h30 pra avaliação de rotina, mas já deixei elas espertas!

[9:12 AM] Felipe: Ok.: Qq coisa eh só chamar


[10:04 AM] Laura: Bela e gurias não fui pra Ufam. Não arrisquei dirigir sozinha. As contrações não são mais de treinamento não, pq doloridas e de 10 em 10 minutos. Caminhei já 1h na rua do Comércio com a minha mãe e agora que chegamos de volta vou tomar um banho. Bela, pode vir às 11h tranquilo e se der já sobe a mangueira, blz? 
[10:04 AM] Isabela: Hahhahahajaha! Sabia. Tá bom vou subir com o material Hahhahaha E já ficar de vez! Estão dolorosas?
[10:07 AM] Laura: Sim, eu sou osso duro pra dor, digo, resistente kkk mas tão doloridas sim!
[10:07 AM] Isabela: Então podemos fazer assim? Jessica já vai indo para lhe ajudar a organizar as coisas. E eu vou sair já já. E ir para aí. Só organizar mesmo um banho e comer algo
[10:11 AM] Laura: Tá bom, vcs q sabem. Eu tô tranquila, e ainda acho q tão espassadas as contrações...
[10:11 AM] Isabela: Daqui a pouco estamos chegando por aí
[10:12 AM] Laura: Add minha mãe aqui no grupo, Bela! 
[10:13 AM] Isabela: Bem vida
[10:14 AM] Mãe: Eae, gurias!!
[10:14 AM] Jéssica: Vou me arrumar p ir
[10:14 AM] Isabela: Até daqui a pouco  #vem Anastácia 
[10:28 AM] Isabela: Fotógrafa avisada já
[10:33 AM]
Nívia: Tô indo
[10:47 AM] Jéssica: Saindo de casa
3 horas depois de ter acordado foi que não tive mais dúvidas que estava, de fato, em trabalho de parto (TP). Mas, por causa da minha experiência prévia, e de outros relatos de parto que li, o TP tem várias fases, que vão progressiva e, via de regra, lentamente se intensificando até que o bebê nasça. Eu estava em TP, e por isso pedi que elas trouxessem a mangueira, que era para encher a piscina inflável (que já estava há duas semanas aqui em casa), porque eu queria ter a experiência de parir na água e nós havíamos nos planejado para isso. Minha busca no youtube por "parto na água/water birth" durante essa gestação foi proporcional à busca por "parto domiciliar" na primeira. TP mode on! Banheira, ok! Mangueira, on the way!

[10:29 AM] Laura: Amor, as gurias tão chegando daqui a pouco. Mas ainda tá espaçada as contrações...tu já quer vir vindo?

Aí foi tipo aquela sugestão que a gente às vezes faz usando a forma interrogativa, mas que o interlocutor entende como pergunta mesmo, e não saca a sugestão implícita no enunciado: "tu já quer vir vindo?", significando: "vem pra casa, te quero aqui do meu lado, meu amor!!!". E, ao mesmo tempo, pensando: "o homem tá lá empenhado no trabalho, cheio de coisas pra fazer... e se o TP demorar e ele perder a tarde de trabalho? Será que já peço pra ele vir agora, mesmo?!" Só que se a gente tem cabeça pra usar figuras de linguagem e outros recursos linguísticos estilísticos, a gente não está assim, nas fases mais intensas de um TP, não é mesmo? Pra confirmar, isso, a resposta à minha "requisição-em-dúvida" camuflada de pergunta veio na forma de outra pergunta, no final daquela manhã:  

[11:18 AM] Felipe: Mas começou o trabalho de parto ou não?

Liguei pra ele avisando que assim que a equipe chegasse e me avaliasse eu daria um retorno de se estava mesmo em TP. Nem eu sabia com certeza! Àquela hora, conforme o combinado, a equipe chegou e instalou a piscina, preparou o material e ficou monitorando as contrações e os batimentos cardíacos fetais. A fotógrafa chegou pouco depois dela, e a partir de então, e pouco antes do meio dia, a ocasião passou a ser registrada pelas lentes da Erica.


O clima estava ótimo, a gente conversava, ria, eu testava possíveis posições/locais para parir, curti o chuveiro, e tudo isso intermediado por contrações regulares cada vez menos espaçadas e mais perceptíveis. A mãe fez um almoço pra mim, a única das seis mulheres que quis comer naquela hora, e aí como as contrações estavam se intensificando resolvi chamar o Felipe de vez. Já passava do meio dia, ele já tinha almoçado também, e combinamos que ele iria apenas encaminhar o serviço pro colega que ia assumir a função dele, sem pressa, e viria para casa. Ou seja, antes do fim do expediente, pra eu ficar mais segura com presença dele.

Nesse meio tempo troquei uma breve mensagem com uma amiga:

[1:00 PM] Fernanda: Amiga, Richard acabou de me dizer que você entrou em trabalho de parto... Que Deus e Jesus te iluminem e que o parto seja tranquilo e abençoado! Que a Anastácia venha cheia de saúde e vocês duas fiquem bem! Estou orando por vocês! Amo vocês! 
[1:16 PM] Laura: Obrigada Fer! Estamos aqui bem deboas!
[1:17 PM] Fernanda: A Anastácia ficou com vontade de vir ao mundo depois do almoço de ontem hehehe
[1:18 PM] Laura Frydrych: Acho que sim kkkk tava tudo mto bom!


O domingo de Páscoa com os amigos realmente tinha sido muito agradável, bem como o churrasco de tambaqui e as sobremesas, tudo delicioso! À noite, na igreja, assistimos à bela encenação da morte e ressurreição de Jesus, e no sábado havíamos também assistido a um musical muito lindo celebrando a verdadeira páscoa. O nome Anastácia significa isso - ressurreição -, e estávamos com uma certa expectativa de que ela pudesse nascer na data coincidente à celebração da vitória de Jesus, por todos nós, sobre a morte, e a consequente quitação das nossas dívidas pelo pecado, perante o nosso amado Deus Criador! E esse mesmo Deus, que faz tudo formoso no seu devido tempo, escolheu o dia 28 de março. Por falar em tempo, a última mensagem que escrevi, antes de ela nascer, foi a seguinte, para o Felipe, às vinte pras duas da tarde:

[1:40 PM] Laura: Cadê tu??

A resposta veio real, quando, em 10 minutos, ele adentrou o apê, e a primeira coisa que exclamou, quando me viu "contraída" na bola, foi: "Mas já tá assim?!". Risadas e beijinhos a parte, "bora lá, amor!!!, te apruma que eu preciso de ti aqui!". Ele tomou um banho rapidinho, e aí minha mãe-fiel-escudeira-e-protetora-de-fé-e-obras, com a chegada dele, saiu para buscar a Rebeca na escola. Isso era 2 horas da tarde.


A Isabela, enquanto eu fazia da bola um banco, nos intervalos entre as contrações me sugeria: "Rebola, Laura, rebola um pouquinho que vai te ajudar!", fazendo massagem na minha lombar, atenta às durações e intensidade das contrações. Eu só respondia rindo: "Não, Bela, eu vou esperar o Felipe chegar!". Mas na minha cabeça eu dizia: "Nem a pau que eu vou fazer qualquer coisa pra acelerar esse TP que nem tá pegado ainda!!! O 'homi' passou a última semana toda à quilômetros de distância daqui, perigando não estar presente no parto (que seria domiciliar de qualquer jeito!), e bem capaz que, estando à 20 minutos daqui, vou fazer ele correr esse risco, tchê!! Quando ele chegar faço tudo que vocês sugerirem!!! Mas eu vou esperar ele! Ele tem que estar aqui!". Por isso também eu recusei o convite dela pra descer e subir algumas escadas do prédio, ou dar uma caminhada no pátio. Eu estava uma "estátua" até que, finalmente, o Felipe chegou.

Agora já era 14h05.

Fui me deitar na cama pra descansar e ficar mais de boas na cia do meu marido, e mal tinha eu me encostado no travesseiro quando veio uma contração violenta (1) que me fez ficar toda torta paralisada com a dor e dizendo enfática: "aiii, Feeee, me ajudaaaa!!! Bah, eu não quero ficar deitada aqui de jeito N-E-N-H-U-M!!!, me ajuda a levantar daqui!". A contração passou e ele me ajudou a levantar e eu voltei pra sala, onde estavam as meninas mexendo nos materiais e conversando, e aí veio outra contração forte (2), que me fez me apoiar no móvel da sala e gemer legal. Quando passou, chamei: "Ai Bela, vem aqui me ajudar que tá doendo!!". Na hora ela veio, eu me agarrei no pescoço dela, o Felipe atrás de mim me apoiando e veio mais uma (3) contração, que a Erica captou bem na hora:

  
Aí falei gemendo no ouvido da Isabela: "Ai, Bela, ela tá nascendo, eu to com vontade de fazer força!". "Tá, vamos pro quarto pra eu avaliar!", ela respondeu me ajudando a voltar pro quarto, enquanto dava as diretrizes pra Nívia e pra Jéssica, pegarem não lembro o quê. Dois passos depois e eu quase matei a minha parteira enforcada, porque veio outra fortíssima contração (4) e eu sentia a cabeça da Anastácia pressionando com força pra sair. "Ai o que que eu faço?", perguntei perdidona quando passou a contração. "Sobe na cama e fica de joelhos, o Felipe vai pelo outro lado, fica de frente pra ti e tu te apoia nele!", mal a Bela tinha me orientado e eu estava me posicionado quando veio outra contraçãozona e eu só consegui dizer: "Tira a minha bermuda, tira a minha calcinha!!!" aflita que a guria tava vindo e tava doendo. Quando essa contração (5) passou, a cabecinha da Anastácia já tinha nascido, pá-pum-aiiii, assim!!!


Enquanto eu não acreditava que ela já estava nascendo mesmo de verdade e que já era o expulsivo e que metade dele já tinha acabado, veio a 6ª e última contração, acompanhada de um "AAAAAAAAAAAaaaaaaaaiiii!!!" bem intenso e o corpinho dela escorregou junto com o estouro da bolsa, sendo amparado pelas mãos da Isabela.

Era 14h20 da tarde do dia 28 de março quando nossa segunda amada filhinha nasceu!


 Ela chorou forte e saudável, e todo mundo estava em êxtase com a rapidez daquele nascimento. Eu não acreditava. "Como assim?!!! Jesuuuussss, ela JÁ nasceu?!!!". Eu pulei da partolândia pras nuvens, pro espaço sideral!!! "Gente, o que quê foi isso?!!". Todo mundo riu, chorou, e me reclinei pra pegar minha filhinha nos meus braços.


Aí continuou tudo só alegria e muita muita muita ocitocina. Alguns minutos depois que ela nasceu, a campainha do apê tocou e o Felipe foi atender: era a vovó Lucia com a maninha Rebeca.


Éramos, enfim, uma família de 4!

Os procedimentos seguiram como se preconiza num parto natural humanizado: espera para dequitação espontânea da placenta (que, como no parto da Rebeca, também precisou de uma forcinha), para o corte do cordão umbilical pelo papai; amamentação e contato pele a pele na primeira hora de vida; e muito carinho e amor da parte de todos para a mais nova fofa do pedaço e para a mamãe cansada!



Dequitada a placenta, eu #partiprobanho e depois de a cama estar com a roupa trocada foi a hora de medir e vestir a pequeninha de 3,140 kg e 50 cm, que com as mesmas medidas da mana ficou mais fofinha ainda com a mesma roupa com que a irmã foi vestida ao nascer. Esse look virou um clássico da moda RN da família Kümmel Frydrych. Isso é um mero detalhezinho que importa, ainda que pouco, numa casa em que agora há 3 mulheres!! Findo todos os procedimentos e a reorganização do ambiente domiciliar, e antes de nos despedirmos da equipe, posamos (devidamente arrumadas kkk!) para mais alguns registros do novo capítulo que se iniciava na nossa história!

Era pouco depois das 16h quando a equipe foi embora, contente e feliz pelo sucesso no desempenho de sua atividade naquele dia, com mais um nascimento abençoado por Deus, respeitado do começo ao fim, e protagonizado pela família no aconchego do seu próprio lar, contabilizado e registrado!

[5:38 PM] Isabela: Parabéns Laura, Felipe, Bekinha, Anastácia e vovó Lucia. Família abençoada por Deus!
[5:38 PM] Isabela EO Manaus: Obrigada pela confiança de participar deste momento
[6:03 PM] Mãe Oi: Gurias, vcs foram 10! Deus as abençoe nessa jornada de trazer à luz  crianças em condiçoes humanizadas! Voces fazem parte de nossa história de alegria!
[6:12 PM] Nívia : Genteeee  como Deus é  maravilhoso com seus filhos e prova o seu cuidado por nós foi lindo o nascimento da Anastácia, Deus derrame  bênçãos sem medidas na vida de cada membro dessa família maravilhosa, muito obrigado por acreditarem no nosso trabalho.
[28/3 6:16 PM] Jéssica: Lindo o nascimento da Anastácia Parabens Laura vc foi maravilhosa, em uma tarde chuvosa e gostosa  princesinha Anastácia veio ao mundo. Vcs marcaram nossa equipe
[28/3 6:23 PM] Isabela EO Manaus: Chuva de bênçãos

Anastácia linda, forte, amada, e tranquila chegou. Chegou (re)significando a nossa história. Chegou como mais uma herança preciosa, confiada por Deus para o Felipe e para mim, e para fazer da Beca a mana mais velha (a única que, no fim das contas, curtiu e aproveitou a piscina inflada no meio da sala naquele dia, hum, junto com a vovó parceira hehe!). Chegou para aumentar nossa alegria. Chegou para andar no caminho que Deus, que a criou, preparou para ela; para glorificar a esse mesmo Deus com a sua vida - vida essa a ser vivida em abundância, como Ele mesmo prometeu!


Naquela noite ainda recebemos os dindos de coração para conhecerem a afilhada e, poderia ter tudo terminado em pizza, mas para variar, dessa vez terminou em um café bem gostoso!

O dia 28 de março de 2016 terminava, e assim também esse relato. Para fechar essa historinha, copio aqui algumas palavras do "livro da vida", nosso mais importante manual, que têm sido uma realidade verdadeira na minha vida, e as quais desejo, de coração, que se cumpram por toda a vida da Anastácia: "Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade. Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará" (Salmos 37:3-5)!


Anastácia, minha filha, tu ainda é bem pequenininha e tens a vida inteira para viver, mas que tu sempre saibas que há UM SENHOR em quem CONFIAR; há uma terra cheia de coisas boas (e ruins, por causa do pecado...) para ser aproveitada; e que há UMA VERDADE para te SACIAR E SUSTENTAR. E não perca "o mais", as novidades que o Senhor Deus tem reservadas para ti! Te amamos, muito!



"Foram 9 meses esperando...você nasceu enfim, forte e bonito, foi um presente do Papai do Céu para a alegria do papai e da mamãe! Meu filhinho, foi assim, que você nasceu!"