Oi pessoal, vim aqui contar pra
vocês como foi participar junto com a minha mãe de uma viagem missionária. Eu
sempre achei legal a música do missionariozinho, e a do meu barco é pequeno (embora dance mais na do "cacão"), mas nunca
pensei que tão cedo eu iria ter a oportunidade de "pregar aos outros novas
salutares", e ainda mais indo de barco! Tenho quase 2 anos de idade, e na
época da viagem - de 23 a 29 de maio de 2015 - eu estava com 1 ano e 9 meses.
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| Equipe e tripulação. (Foto do titio Odair Massao) |
A equipe de voluntários que
compôs a viagem à Comunidade Ribeirinha São Jorge (Caapiranga/AM), precisava de
alguém para evangelizar os adolescentes, e aí minha mamãe foi convidada pra
integrar a equipe. Eu, que estou sempre junto com ela, também fui bem-vinda -
depois da certeza de Jesus, da liberação do papai, do apoio das titias
missionárias da base Manaus de Asas de Socorro, e da plena paz e certeza
de Deus no coração da minha mãe, que ainda não tinha navegado por águas
amazônicas, e que me levou na fé pra passar uma semana morando em um barco, em
uma comunidade distante de casa!
Eu poderia falar do papá super
bom que a gente comeu todos os dias, no café, no almoço e na janta, ou de como
eu me comportei no quarto improvisado, dormindo junto com mais outras duas
titias voluntárias, na farmácia do barco, dividindo um colchão com a mamãe (porque o restante do pessoal dormiu no redário); como a gente suava de dia no
calorão, e à noite dormia com edredom por causa do ar condicionado (sim, no
barco tinha ar pra nós à noite); poderia contar como foi tomar banho frio todos
os dias ou ficar nanando todas as tardes sob a guarda do comandante, que virou
meu escudeiro e acabou virando meu "vovô", enquanto a mamãe
ministrava aos adolescentes; poderia contar que teve um dia que a gente tomou
banho no rio e que teve dois que a gente foi - de barco - até uma igreja na
comunidade vizinha, em que os irmãos e irmãs chegavam em seus barquinhos pro
culto; poderia contar como foi ficar sem falar ou mandar qualquer sinal de vida
para o papai durante a semana inteirinha, porque lá não pegava o sinal do
celular da mamãe; mas eu não vou falar muito disso porque isso tudo foi muito
legal, mas não o mais importante.
Lá na comunidade, durante as
atividades na parte da manhã, a mamãe trabalhou também com as
crianças e aí eu ia sempre junto, porque eu estou acostumada a acordar cedo.
Por acordar cedo também foi que eu não perdi nenhum devocional da manhã, antes
do café (do qual eu participava já tomando meu "sesau" (nescau)). Então,
na escola eu conheci muitos "nunús" (meninos) e "nininhas"
(meninas) que ficaram logo meus amigos. Algumas vezes eu ajudei a mamãe nas
músicas que ela ensinou pras crianças e na hora do recreio muitos me faziam
carinho e brincavam comigo. O Elias, o Robinho, o Matheus, o Davi, a Roseana, a Dionara, a Paula,
e mais um monte de gente ficou minha amiga. No trajeto do barco até a escola,
que demorava uns 10 minutos à pé, eu sempre escutava alguém chamando "ôoo
Rebequinha!", e aí eu saía distribuindo meus "legal" com o
polegar pra todo mundo!
Eu ainda não frequento nenhum
ambiente escolar, então algumas vezes, durante as manhãs junto com a mamãe, eu fiquei incomodada de ficar ali "paradinha", dentro da sala. Aí ou a mamãe
dava uma voltinha comigo na rua, ou, como na maioria das vezes, algum outro
voluntário ou ribeirinho mesmo brincava comigo pra me distrair, enquanto a
mamãe ficava na sala de aulaauxiliando nas atividades. Teve uma atividade que foi no
pátio daí eu participei junto, era de correr, e foi muito legal e suarento!!!
| Titio "Seséssi" (Jefferson) tocando "lhão"! |
| Roseana em suas atividades domésticas |
A "xixia" (titia) Rute, atual líder
da base Manaus de Asas de Socorro, e líder dessa missão da qual participei com
a mamãe, falou uma coisa que pra minha mamãe e pra mim, de certa forma, guiou
nossa postura durante toda a missão: "lembrem-se sempre de uma palavra:
relacionamento!", dizendo que poderíamos registrar nossa presença na
comunidade através de fotos e filmagens, mas que isso fosse consequência de um
relacionamento mínimo com os ribeirinhos de São Jorge. Então, eu queria contar
pra vocês também, que no penúltimo dia, a mamãe me levou na casa da adolescente
Roseana e sua família, que era vizinha de onde nosso barco estava atracado. Ela, todos os dias após o almoço, e antes de ir pra aula, lavava a louça, e sempre o
fazia cantando. Aí a mamãe resolveu ir na casa dela pra filmar ela cantando a
música "Raridade". Ela cantou, um pouco tímida, e enquanto ela cantava eu fiquei brincando com os nunús e as nininhas que moram na casa
dela também. Eu, que nos intervalos entre os
turnos de atividades da equipe, brincava mais com a mamãe ou alguma outra
pessoa dentro do barco, achei divertido jogar bolinha com eles, na casa deles.
Aí a gente ficou mais amigo ainda e no culto de encerramento que teve antes de irmos embora, a gente cantou, ouviu a mensagem e brincou juntos também!
Em setembro desse ano ainda, se o
Senhor permitir, voltaremos à comunidade São Jorge. Vai ser muito legal
reencontrar os meus amigos e os alunos da mamãe, andar de barco de novo e
servir a Jesus. Independentemente de eu participar de novo ou não de uma viagem
missionária, o certo é o que diz o texto bíblico de João 3:16 - "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu filho unigênito para que todo aquele que nEle crer, não pereça, mas tenha a vida eterna". Deus me amou. Deus amou meus papai. Deus amou os ribeirinhos de São Jorge. Deus amou você! Eu, que ainda sou baixinha em estatura, quero, a cada dia, crescer em graça crendo em Jesus e compartilhando as boas novas salutares que Ele tem para todo mundo!
Se você gostou desse relato e quiser saber tudinho o que aconteceu nessa nossa viagem, assista também a esse vídeo aqui, que reúne fotos de todos os nossos momentos na Comunidade. Teve atendimento odontológico e médico também, mas eu não participei dessa parte porque fiquei com a mamãe e outros da equipe nas ações com as crianças e adolescentes. Se você quiser conhecer mais e contribuir com a missão Asas de Socorro curta a página deles no facebook e/ou consulte o site.
Aqui embaixo segue um vídeo que a mamãe editou, com um resumo dessa minha primeira viagem missionária. Um beijo, e até a próxima! Bebé.



